Após cada jogo do Brasil era feito um gráfico em 6 colunas mostrando os altos e baixos, junto com uma ficha que compara as faltas, escanteios, defesas, etc.
Direção: Fabio Sales
Coordenação: Regina Elisabeth
Ilustração: Glauco Lara
Não podíamos deixar passar em branco a passagem, pelo Brasil, do maior porta-aviões do mundo, o USS George Washington, que atracou neste fim de semana (20/4/08) no Rio de Janeiro. Com muita satisfação fiz este trabalho com o repórter Roberto Godoy, que admiro muito, um especialista em assuntos militares e tecnologia militar. A editoria optou por uma arte menos analítica, mais voltada para uma apresentação e comparação em relação ao tamanho, pois para levantar dados seria fundamental a presença do infografista no local, mas se tratando de uma arma de guerra desse porte seria quase impossível conseguir uma autorização para a visita.
O que me deixou satisfeito foi o elogio feito pelo assessor de imprensa do navio, sobre o info, solicitando algumas cópias para guardar e colocar no mural no interior do porta-aviões.
Aviação é um tema que me sinto a vontade para desenvolver, entre 18 e 28 anos de idade fiz vários cursos relacionados à aviação como: piloto privado, vôo a vela (planador), fotografia aérea e até o ano passado, estava voando de paraglider. Todos esses cursos foram feitos em São José dos Campos onde fica a Embraer. Por isso, acompanhei todas as dificuldades da empresa e o processo de privatização. Com muito prazer fiz junto com William Mariotto este infográfico mostrando o lançamento de mais um sucesso desta renomada Embraer.
Este infográfico tem uma história curiosa que mostra como uma pauta pode tomar um rumo diferente. A história é a seguinte: uma expedição encontrou os destroços do maior dirigível da década de 30, que caiu e afundou na costa da Califórnia.
Quando me passaram a pauta pediram para colocar uma foto do dirigível, mapinha da Califórnia e uma ficha técnica. Voltei para minha mesa pensando que aquilo poderia render mais, estava muito pobre em relação as informações, do tipo, quantos morreram, se houve sobrevivente, comparar o tamanho dele com um avião usado hoje em dia, etc.
Fui para internet na busca de mais informações e logo de cara uma surpresa incrível, a foto que tinha em mãos era de outro dirigível (anterior), muito parecido com aquele que tinha afundado. Antes de começar um trabalho é muito importante fazer um checklist e nunca confiar numa fonte só (internet), cruzar informações e dados técnicos são fundamentais neste processo inicial. Outros detalhes importantes que achei foram os quatros aviões que ficavam acomodados na barriga do dirigível e só saiam quando ele estava em vôo e a rota que ele fez no dia do acidente.
Com argumento suficiente para investir mais naquela pauta e fazer um trabalho mais detalhado, procurei o diretor de arte Fabio Salles e mostrei o que tinha em mãos, depois fomos falar com a editoria "Vida&" para segurar a matéria por alguns dias.
Lembrando: no começo era um simples info, talvez em 3 ou 4 colunas com uma fotinha (que não era o dirigível verdadeiro) e um mapinha. Com bons argumentos acabou virando uma página.
Como estava envolvimento com outros projetos e com tempo apertado para fazer sozinho, acabei chamando os infografistas Marcos Müller e Alex Freitas para fazer.
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